Dra. Daniela Trotta Chianello – Oftalmologista no Rio de Janeiro – RJ

Blog da Dra. Daniela Trotta Chianello

Catarata: O que Você Precisa Saber para Recuperar sua Visão

Você tem notado que sua visão já não é a mesma? Pequenas tarefas do dia a dia, como ler um livro ou reconhecer rostos, tornaram-se um desafio? Imagine tentar olhar através de um pára-brisa embaçado ou de um vidro sujo; essa é a sensação de quem convive com a catarata.

A catarata é a principal causa de perda de visão reversível no mundo. A boa notícia é que a cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais seguros da medicina moderna, capaz de resolver definitivamente o problema de forma segura, confortável e totalmente indolor.

Este guia foi feito para você, paciente, que busca entender a catarata e descobrir como a cirurgia de catarata pode transformar sua vida.

 

Conheça a Dra. Daniela Trotta

A Dra. Daniela Trotta é médica formada pela UFRJ e há 15 anos compõe o staff do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário dos Servidores do Estado (UniRio). Com o objetivo de trazer o que há de mais avançado para seus pacientes, realizou seu Fellowship em Catarata e Cirurgias Refrativas na Fundação Rothschild, em Paris.

Com mais de 25 anos de experiência, a Dra. Daniela pauta sua prática médica no conceito de que o paciente é o centro de toda a atenção.

Seu compromisso vai além de realizar procedimentos; trata-se de preservar a saúde, melhorar a qualidade visual e, consequentemente, elevar a qualidade de vida de cada indivíduo que busca seu atendimento.

 

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O que é a Catarata?

A catarata é a opacificação do cristalino, que funciona como a “lente natural” do nosso olho. Em um olho saudável, essa lente intraocular é transparente e permite que a luz passe livremente para a retina, formando imagens nítidas.

Com o envelhecimento ou devido a outros fatores (como diabetes, uso de corticoides ou traumas), as proteínas do cristalino começam a se degradar, tornando-o nublado.

Quais são os sintomas da catarata?

Os sintomas da catarata costumam surgir de forma gradual e indolor. Muitas vezes, o paciente não percebe a perda visual nos estágios iniciais, pois o cérebro tenta compensar a dificuldade.

No entanto, com o tempo, os sinais tornam-se evidentes:

  • Visão embaçada ou nublada, mesmo com os óculos.
  • Sensibilidade à Luz (Fotofobia): luzes fortes, como o sol ou faróis de carros à noite, tornam-se incômodas e causam ofuscamento.
  • Halos ao Redor das Luzes: é comum ver círculos luminosos ao redor de lâmpadas ou postes de iluminação pública.
  • Dificuldade de Enxergar à Noite: a visão noturna fica significativamente prejudicada, tornando atividades como dirigir perigosas.

Como saber se tenho catarata?

O diagnóstico da catarata não pode ser feito apenas pela observação caseira. É fundamental realizar um exame oftalmológico completo.

Durante a consulta, a Dra. Daniela utiliza equipamentos de alta precisão para avaliar a transparência do cristalino e a saúde das demais estruturas oculares.

Se você percebe que atividades simples, como ler um livro ou reconhecer o rosto de um amigo à distância, estão se tornando difíceis, é o momento de agendar uma avaliação.

Qual é o tratamento para catarata?

É importante esclarecer um mito comum: não existem colírios ou exercícios que curem a catarata. O único tratamento definitivo e eficaz é a cirurgia.

Antigamente, esperava-se a catarata “amadurecer” para operar. Hoje, a recomendação é oposta. Operamos assim que a doença começa a interferir na qualidade de vida do paciente.

Graças à tecnologia moderna, quanto mais precoce a intervenção, mais mole é o cristalino, o que torna a cirurgia ainda mais segura e a recuperação mais rápida.

Como é feita a cirurgia de catarata?

A técnica padrão ouro utilizada atualmente é a Facoemulsificação. Trata-se de uma cirurgia onde a anestesia é realizada com o uso de colírios anestésicos e sedação, tornando-a extremamente confortável.

O paciente passa o tempo do procedimento dormindo, não vê, não e sente absolutamente nada.

O passo a passo simplificado da cirurgia inclui:

  • Micro Incisão: É feita uma pequena abertura (cerca de 2mm) na borda da córnea. Essa incisão é tão pequena que geralmente não necessita de pontos.
  • Fragmentação por Ultrassom e aspiração: Uma ponteira de ultrassom fragmenta o cristalino opaco em partículas minúsculas e, a seguir, essas partículas são aspiradas do olho.
  • Implante da Lente: No lugar do cristalino removido, é inserida uma Lente Intraocular (LIO) dobrável, que se abre dentro do olho e assume a posição definitiva. A lente fica segura e protegida, e o paciente não a sente.

 

O procedimento dura, em média, de 15 a 20 minutos, e o paciente recebe alta para casa pouco tempo depois, quando acorda, com orientações específicas sobre o uso de colírios e cuidados básicos.

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Preciso implantar uma lente quando operar a catarata?

Sim, a implantação da lente é obrigatória. O cristalino é responsável por cerca de um terço do poder de foco do olho.

Se removermos o cristalino e não colocarmos nada no lugar, a visão ficaria extremamente desfocada, exigindo óculos de grau altíssimo.

A lente intraocular (LIO) substitui a função do cristalino de forma permanente. Ela é feita de materiais biocompatíveis (como acrílico) que não causam rejeição e duram para o resto da vida, não precisando ser trocada.

Quais são os tipos de lentes intraoculares que existem?

A escolha da lente é um dos momentos mais importantes do planejamento cirúrgico. Existem diversos tipos de lentes disponíveis, cada uma atendendo a uma necessidade específica do estilo de vida do paciente:

 

  • Monofocal: Proporciona excelente visão para uma única distância (geralmente longe). É indicada para pacientes que não se importam em usar óculos para leitura ou computador.

 

  • Multifocal / Trifocal: Possui múltiplos pontos de foco, permitindo enxergar bem para longe, perto e distância intermediária. É voltada para pacientes que desejam máxima independência dos óculos para todas as atividades.

 

  • Foco Estendido (EDOF): Oferece uma transição suave entre a visão de longe e a intermediária (como computador ou o painel do carro). É indicada para pacientes ativos que buscam conforto visual contínuo com menos halos noturnos.

 

Em todas essas lentes podemos corrigir também o astigmatismo.

 

É necessária uma análise minuciosa da anatomia ocular e das necessidades diárias de cada paciente para sugerir a lente que oferecerá o melhor resultado visual.

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Posso deixar de usar óculos depois de operar a catarata?

Esta é a pergunta que mais ouvimos no consultório.

Sim, na grande maioria dos casos é possível reduzir drasticamente ou eliminar a dependência dos óculos!

Com o advento das Lentes Intraoculares Premium (Trifocais e EDOF), conseguimos corrigir não apenas a catarata, mas também erros refrativos prévios como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia (vista cansada).

A possibilidade de ficar totalmente sem óculos depende da saúde da sua retina e do nervo óptico e das necessidades do seu perfil e atividades diárias.

 

Conclusão: O Valor de uma Visão Saudável

A cirurgia de catarata é muito mais do que um tratamento médico; é uma oportunidade de rejuvenescimento visual. Ao recuperar a transparência do olhar, devolvemos ao paciente a alegria de ler, a segurança de dirigir e a liberdade de realizar suas atividades cotidianas com confiança.

O atendimento personalizado faz toda a diferença para que o planejamento seja seguro e individualizado, para que os resultados sejam os melhores possíveis. 

Se você sente que sua visão não é mais a mesma, não adie sua qualidade de vida.